O meu eu de outra dimensão, com certeza, não seria como o meu eu desta dimensão.
Ela não teria que se importar com as coisas que eu me importo.
Ela teria amigos, seria popular e agradável.
Como seria boa em seu trabalho... todos a reconheceriam e a elogiariam por seu desempenho extraordinário.
O meu eu de outra dimensão teria uma relação tão boa com a família, seriam tão unidos... Ela seria uma pessoa tão boa que ninguém teria o que reclamar.
O meu eu de outra dimensão não teria problemas de auto-estima, afinal, ela seria bonita, bonita naturalmente a ponto de ser até invejada.
O meu eu de outra dimensão não moraria mais com os pais, teria se casado há mais ou menos dois anos atrás e estaria hoje com fortes planos de ter filhos em breve.
Poxa, como ela seria independente, teria dinheiro na conta, carro, carteira de habilitação e casa própria, tudo adquirido com seu suor.
A vida do meu outro eu seria tão equilibrada, nada a atingiria como me atinge.
Nunca faltaria a ela força de vontade, nunca perderia a fé, pois a cada amanhecer saberia agradecer suas graças alcançadas.
O meu eu de outra dimensão seria tão grata à vida que não teria tempo, e nem precisaria pensar em mim, o eu aqui desta dimensão.
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